Construtora desenvolve túnel de higienização contra coronavírus no RN

Construtora desenvolve túnel de higienização contra coronavírus no RN

Equipamento foi instalado no Hospital Regional de Currais Novos e está sendo usado por profissionais da saúde.

Uma construtora civil sediada em Currais Novos, cidade do Seridó do Rio Grande do Norte, desenvolveu túneis higienizadores para conter a proliferação do novo coronavírus, causador da Covid-19. O projeto é uma criação dos empresários Arlí Souza e Edson Lima, em parceria com um engenheiro químico.


Chamado de túnel da vida, o equipamento tem sensores de aproximação e pode desinfectar o vírus para impedir que as pessoas se contaminem, segundo os idealizadores. A estrutura foi montada no Hospital Regional de Currais Novos e vem sendo usada entre os profissionais da saúde desde terça-feira (5).

As pessoas precisam passar lentamente pelo túnel e fazer um giro com os braços abertos para que a solução seja pulverizada em todo o corpo durante 10 segundos. "O túnel foi instalado de forma experimental no hospital e vem ajudando os profissionais. Estamos produzindo mais equipamentos para comercializarmos junto a órgãos públicos e entidades privadas", destaca o diretor comercial da construtora Arlí Souza.

"O túnel higienizador já foi usado por alguns profissionais e é algo de suma importância contra o coronavírus porque ele utiliza uma substância mais eficaz na prevenção. Os profissionais poderão passar pelo túnel antes de retirarem os equipamentos de proteção, que é o momento onde há maior risco de contaminação", afirmou Lígia Pinheiro, diretora geral do Hospital Regional de Currais Novos.

Ainda segundo o empresário Arli Souza, a ideia é buscar parcerias para aumentar a produção dos túneis e diminuir os custos de montagem. A produção do Túnel da Vida pode custar entre R$ 18 e R$ 24 mil. Há ainda o protótipo do Arco da Vida, uma espécie de túnel para desinfectar veículos que pode custar até R$ 48 mil.
"É um projeto que desenvolvemos pensando naqueles que continuam trabalhando e realizando atividades indispensáveis para sobrevivência. Nosso objetivo não é lucrar em cima de um momento tão crítico, mas sim ajudar no combate ao vírus", completa Souza.

A cabine para higienizar pessoas em sua forma mais simples funciona apenas com hipoclorito de sódio (água sanitária) e tem um custo de produção de cerca de R$ 18 mil, mas precisa do acompanhamento de um profissional treinado para regular os níveis da solução química.

Já o Túnel da Vida na versão de R$ 24 mil funciona de maneira automatizada com sensores e um sistema híbrido que faz a desinfecção com hipoclorito de sódio ou ozônio aquoso, outra substância substância sanitizante que também pode ser utilizada no combate ao coronavírus, segundo os idealizadores do projeto.

"Estamos há uns 45 dias estudando para concluir essa ideia. O material é robusto, automatizado, tem sensores, reservatórios e é todo revestido em alumínio composto. O modelo híbrido só precisa ser ligado na tomada. É um produto feito para durar, que não vai ficar obsoleto, e poderá ser usado em outras eventuais crises de proliferação de viroses, como nós temos constantemente", destaca Arli Souza.
G1 RN

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